É bastante provável que o futuro pertença às empresas que aprendam a explorar o poder das alianças estratégicas.
Acordos operacionais, comerciais, compartilhamento de tecnologia, joint ventures e outros formatos de geração conjunta de negócios sem necessidade de casamentos indissolúveis oferecem agilidade para o aproveitamento de oportunidades de mercado. Constituem a maneira mais fácil e mais rápida de adquirir as competências estratégicas requeridas para um determinado momento. Nesse caso, contudo, adquirir não seria a palavra adequada – “anexar” (ou “plug in”, emprestado da informática) define melhor o conceito.
As alianças exigem, é claro, um espírito compartilhador. Quando uma empresa opera sozinha, controla o negócio e fica com todo o lucro da operação. Quando busca parcerias para a empreitada, terá que compartilhar os resultados e as decisões.
Embora seja óbvio, nem todos os responsáveis pela condução dos negócios das empresas percebem que:
a) quando fazemos uma aliança, compartilhamos o resultado, seja ele positivo ou negativo – ou seja, a relação expectativa/risco é igual ou melhor;
b) alianças (quando bem engendradas) são sinérgicas, ou seja, diminuem o risco potencial ou aumentam a expectativa de resultados;
c) embora compartilhar decisões seja complexo (talvez o quesito mais difícil de uma aliança), existem maneiras relativamente simples de resolver essa questão; de fato, basta definir os processos de decisão e gestão logo na largada;
d) o grande benefício das alianças é agregar o poder de “morfar” (mudar de forma) – através de alianças a empresa adquire as características necessárias para obter os melhores resultados possíveis em cada situação, sem perder sua identidade.
A “brutalidade” empresarial é menos eficiente em tempos dinâmicos. O futuro próximo deverá demonstrar que os brutos que não forem capazes de amar terão dificuldades para sobreviver.
POR: Flavio Ferrari (CEO do Ibope Media)
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